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Posts Tagged ‘zagueiro’

Em 2014 o espanhol virou oficialmente nostro segundo idioma, Palestrinos.

Com as constantes presenças de Valdívia, Eguren e Mendieta entre os titulares (além do sempre lesionado Victorino), os sul americanos estão em peso na Academia. A ideia é boa, já que os atletas dos países vizinhos costumam sair bem mais em conta que nostro produto nacional. Na verdade, sempre foi assim: lembremos de Arce, Asprilla, Rincón e tantos outros que envergaram o manto verde mostrando qualidade.

O problema é que, do elenco de hoje, poucos têm se saido bem. A exceção de Valdívia – que tem qualidade inquestionável, mas este ano em especial vem jogando muita bola -, os gringos tem deixado a desejar.

A começar por Eguren. Ex-jogador de seleção uruguaia reconhecido por sua raça e entrega dentro de campo, o volante pouco fez até agora. Ano passado se lesionou muitas vezes e, agora, mesmo com uma sequência de jogos dada por Gilson Kleina, ele ainda não provou que deve ser titular. Embora tenha boa presença física, Eguren tem se revelado lento demais e ainda mais limitado quando tem a bola nos pés. É normal vê-lo errando passes de três metros e, embora marque alguns golzinhos, isso explica a quantidade de vezes que é substituído. A torcida gosta dele, tem o triplo de paciência que tinha com Márcio Araújo, mas, se é verdade que o camisa 5 foi um grande jogador, hoje já não é mais.

Mendieta é outro que torcemos pra engrenar, mas ainda não engrenou. Com bom toque de bola e razoavelmente habilidoso, o paraguaio é o constante reserva do meio-campo. Seja como meia ou segundo volante, ele já marcou gols importantes na Série B e neste Paulistão, contudo costuma se apequenar quando a responsabilidade de armar é toda dele.  Sempre se sai melhor entrando no segundo tempo ou jogando ao lado de Valdívia. Quando começa os jogos costuma decepcionar, mostrando desatenção e deficiência física.

Já Victorino ainda não sabemos o que esperar. Na verdade todos sabíamos do histórico de lesões dele e, sua presença constante no DM, revela que o Cruzeiro fez um grande negócio empurrando ele para nós. A torcida é que ele, ao menos, consiga entrar em campo um dia.

Ou seja: embora o Mago seja nostro melhor jogador, os outros gringos estão devendo ao Verdão. O que só aumenta a nostra saudade de Arce, Rincón, Asprilla e tantos outros hermanos que renderam bem demais com o manto alviverde.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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De fato, 2014 começou diferente, Palestrinos.

E não me refiro apenas a nossa volta à Série A; me refiro ao elenco.

Após o acesso e a renovação de contrato, Kleina ganhou alguns dos reforços com os quais tanto sonhava. A maioria deles, aliás, para os setores que mais nos faltavam: o meio ofensivo e o ataque. Chegaram Bruno César, Maquinhos Gabriel, Diogo, Rodolfo – além do “fico” de Leandro e as voltas de Patrick Vieira e Mazinho. O problema é que, ao cobrir os pés, descobrimos a cabeça.

Apesar da chegada de William Matheus para esquerda, Lúcio e Victorino para a zaga, além de França para a meia defensiva, perdemos justamente jogadores de marcação. Foram embora Vilson, Luis Felipe, Márcio Araújo, Léo Gago, Charles e, agora, o capitão Henrique (vendido para o Napoli por 4 milhões de Euros).  O que estava sobrando antes, falta agora – e vice-versa.

Levando-se em conta a falta de forma de Victorino, para a zaga, por exemplo, hoje temos apenas Lúcio, o improvisado Marcelo Oliveira e garotos da base. Para o meio, sem a presença do lesionado Eguren, nossos volantes para o momentos são apenas Renatinho e França (me nego a taxar Wesley de volante, dada sua natural característica ofensiva).

O gol que sofremos sábado evidencia a necessidade de buscar reforços para o setor defensivo. Por mais que a melhor defesa seja o ataque (e é nisso que nostro treinador em apostando), teremos de encarar momentos onde o time tem de se fechar e defender como pode. E aí, amicos, pode faltar a proteção que precisamos para o nosso miolo ainda desmiolado de zaga.

Valdívia, Bruno César, Leandro, Diogo e Kardec são mesmo importantes. Mas não se pode esquecer de que Henrique foi embora. É hora de garantir um ano tranquilo procurando mais opções defensivas.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Incrível como uma semana pode desandar um ano inteiro, Palestrinos.

Não bastasse a derrota para o fraquíssimo Boa e a acachapante queda na Copa do Brasil, amanhecemos esta quinta com mais uma novidade amargurante: Vilson está de partida para a Alemanha.

O zagueiro que veio no pacote em troca de Barcos teria seu vínculo com o Grêmio encerrado ao final do ano, o que automaticamente o manteria no Palmeiras sem custos. Mas vendê-lo em um momento em que ele é titular absoluto da equipe é esdrúxulo.

A única explicação plausível é que Paulo Nobre, de fato, deve estar confundindo a Sociedade Esportiva Palmeiras com uma empresa qualquer. Seja lá o que aprendeu em seus cursos e MBAs mundo afora, Nobre precisa entender que somos um time. Sim, uma agremiação esportiva, cujo o objetivo são títulos e seus atletas são seus ativos… time de futebol não existe para dar lucro!

E com isto, por favor, não entendam “não pagar as dívidas”. Isso precisa ser feito e é louvável que esta diretoria tenha se preocupado com isso e pretenda sanar estes problemas. O que não dá é para se enfraquecer dentro de campo a custa de arroubos financeiros.

Um time de futebol, ainda mais um gigante como o Palmeiras, precisa gerar mais receita para que possa ter times melhores, ganhar mais títulos e… gerar mais receitas, completando assim o ciclo. Não somos o Audax para sair vendendo todo mundo, cazzo!

Vilson, de fato, não é um baita zagueiro. Mas, na atual conjuntura, fará falta demais a equipe. Por isso não deve sair, seja lá quantos foram os (poucos) milhões de euros oferecidos. A regra é simples: jogador sem reposição a altura não sai.

Falando de coração aberto, fui um dos torcedores convencido a gostar da postura dessa diretoria. Afinal, é bom ver um presidente que estudou, que sabe falar, que claramente adora o clube e tudo o mais. Mas também é preciso saber apontar erros em desta vez, Nobre errou feio – assim como Kleina e o atletas andam errando dentro de campo.

Alerta ligado, amicos, tá na hora de se portar como o Palmeiras.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Prazer, Palestrinos: Andre Luiz.

Zagueiro-zagueiro, 33 anos, os últimos oito no modesto Nancy, da França. Olhando assim, a primeira vista, creio que todos nós diremos “Dio mio, é outro Leandro Amaro!”; mas fui buscar algumas informações e acho válido esperarmos um tempo antes de atacar a diretoria.

Revelado, mas pouco apresentado pelo Cruzeiro, ele foi para o Atlético/MG e de lá acabou se transferindo para o Nancy. Desde então jogou 208 partidas, fez 15 gols, foi expulso apenas 4 vezes e se tornou o capitão da equipe. Uma equipe quem, diga-se, nunca fez grandes campanhas, mas sempre perambulou pelo meio da tabela do Campeonato Francês.

O que mais me faz ter esperança na contratação dele, entretanto, não são os números, mas sim o caráter.

Passando por dificuldade já faz alguns anos, o seu clube perdeu seus melhores jogadores para outros grandes centros da Europa. Andre Luiz, porém ficou. E ficou até o limite. Só está de saída porque seu salário era o mais alto da equipe e o Palmeiras o procurou. Daí, como alivia a crise financeira do clube e também o dá tranquilidade, o zagueiro se mudou para o Verdão (veja o vídeo de despedida dele aqui).

Se é um bom jogador só mesmo o tempo irá dizer. Mas caráter ele tem de sobra. Já é um bom começo para uma equipe em reconstrução.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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marcao1

Palestrinos, eu cansei.

Juro que tentei gostar do homônimo de nostro Santo, mas não dá. É impossível se sentir, no mínimo, um pouco seguro quando o Marcão joga na nostra zaga – ou lateral-esquerda, tanto faz.

Quando ele não erra diretamente, participa dos lances de maneira bizonha.

Lembrem do gol do Atlético/MG no Mineirão, quando ele deu uma canelada para trás. Da falha no gol de ontem. Dos pênaltis cometidos (ou mal marcados), onde ele sempre está envolvido. Os erros de passe. Os cartões amarelos…

Dio mio! Eu estou ficando louco com esse ragazzo.

Até o Milton Neves (quem diria…) protagonizou um diálogo sensacional no rádio, com o jornalista Pretzel:
– Milton, estou com o Marcão na escuta.
– Ah, meu Deus! É ele! Quero 40 minutos de Marcão!
– É o Marcão zagueiro, viu, Milton?
– Então 2 minutos.

Por isso gostaria de fazer uma campanha para Muricy ouvir a voz da massa palmeirenses: nós não aguentamos mais o Marcão!

Coloque o Maurício prata da casa, se precisar.

E você, por favor, pode aderir a nosa campanha deixando seu recado para o Muricy. “Para o Marcão, eu digo não!”

Siamo Palestra.

ROJAS.

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