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Sociedade Esportiva Palmeiras, 1988.

Sociedade Esportiva Palmeiras, 1988.

Veja a foto de novo. Percebeu alguma coisa diferente?

Muitos não sabem, mas o Zetti chegou a vestir o nosso manto sagrado antes de se engraçar com o pessoal do Jd. Leonor. Sim, o Zetti teve a oportunidade de fazer história em um time de verdade e ser ovacionado por uma torcida que sabe cantar e vibrar. Porém, não a aproveitou.

O resto dessa história você já conhece. O que você provavelmente não sabe é que, em 1992, já do outro lado, o arqueiro bambi foi humilhado por um pequeno palestrino de apenas 7 anos. Um palestrino de verdade.

No dia 8 de março de 1992, Palmeiras e São Paulo se enfrentaram pela primeira fase do Campeonato Brasileiro. A partida foi disputada na casa delas e nós ganhamos: 4 a 0. 2 do Evair, 1 do Edu Marangon e 1 do Andrei, em bela cobrança de falta.

A essa altura, você deve estar se perguntando: “O que tudo isso tem a ver com o título do post?” Explico…

Eu tive o prazer de presenciar ao vivo esse massacre. Eu, meu irmão caçula, meu pai, um ex-bandeirinha e as filhas dele – nós morávamos na mesma rua. Após o término do jogo, por causa do tal bandeirinha, nós tivemos a oportunidade de visitar o vestiário do Palmeiras

Peguei o autógrafo de todos os jogadores da nossa esquadra e fiquei especialmente realizado por ter visto o Evair de perto. Ele foi, de longe, o melhor jogador que eu vi atuar com a 9 do Palmeiras.

No entanto, um pouco antes de irmos embora, nos deparamos com o Zetti, que estava visivelmente abatido. O ex-bandeirinha o abordou para conversar e ele foi muito atencioso. Tanto é que o meu irmão e as filhas do ex-bandeirinha até pediram-lhe um autógrafo.

Já com um semblante mais tranqüilo e o ego massageado, o goleiro também tentou assinar a minha camisa. Porém, eu o interrompi:

– Não quero um autógrafo!

– Por que não? Eu já joguei pelo Palmeiras.

Sem hesitar, eu desferi o golpe final:

– Jogou. Não joga mais.

E foi assim, de um jeito curto e grosso, que eu encerrei o assunto.

Com apenas 7 anos, eu já era fanático. Nunca tive vergonha de assumir isso pra ninguém.

Quando se ama incondicionalmente, não existe vergonha, medo, meio termo, razão ou qualquer reação previsível.

E é assim que eu amo o meu Palmeiras.

Siamo Palestra!!!

Elton Reale

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