Às vezes é preciso ser lúcido, Palestrinos.
Admito que quase quebrei a televisão ao final do 1º tempo de ontem, logo após o gol anulado de Obina, o chute cruzado de Figueroa e um quase gol em lance de impedimento do Flu (que ninguém falou, aliás).
E quando digo quase quebrei, digo a verdade: cheguei a segurá-la nas mãos, larguei e só parei de xingar porque um vizinho pediu educadamente pelo interfone.
Mas, ao final da partida, após falar com meu pai e meu irmão (dois doentes pelo Verdão) por telefone, coloquei a mão na consciência e percebi que faz muito tempo que o Palmeiras não joga bola.
Falo de uma boa seqüência de jogos mesmo.
Com a ajuda de uma tabela, percebi que, dos últimos 10 jogos, jogamos bem apenas dois tempos: os segundos tempos diante de Santos e Goiás. Na vitória sobre o Atlético/PR nos salvamos do empate, contra o Avaí nos salvamos da derrota, contra o Cruzeiro lutamos bravamente por 45 minutos… mas jogar bem, mesmo, jogos seguidos, faz tempo.
E isso me faz lembrar das vitórias diante da gambazada, do Náutico, do Avaí e de outros jogos bons de verdade. O que aconteceu com este time? Perder jogadores atrapalha, óbvio, mas parece que conforme o campeonato chegou mais perto do fim, mais o time desanimou.
Lideramos 19 rodadas, exato meio campeonato. E quase todos os últimos jogos foram sofríveis. Será que existe motivação maior do que a de ser campeão?
Neste domingo, sem dúvidas, fomos roubados. Mas roubaram também o nostro futebol. E eu adoraria saber quem foi.
Siamo Palestra!
ROJAS.







