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Posts Tagged ‘dinheiro’

Vocês certamente já ouviram falar em marketing, Palestrinos. E é bem possível que após estes meses da gestão Paulo Nobre, boa parte de vocês já tenham raiva só de ouvir essa palavra.

Antes de mais nada, é bom dizer que embora seja uma competência bastante velha, ele só chegou ao futebol brasileiro na década de 90. Quem investiu primeiro foi o pessoal do Jardim Sônia que, ao passar pelo Japão, descobriu que tinha gente do outro lado do planeta que reverenciava nostro futebol o bastante para comprar produtos licenciados. Depois outros clubes começaram a fazer o básico, realizaram que suas camisas têm valor incrível e começaram a angariar patrocinadores em seus mantos. Até que, cinco anos atrás, nostro maior rival mostrou um outro lado: o de trazer craques (gastar mais para ganhar mais).

E em meio a tudo isso ficamos nós. Um Palmeiras que parou dentro e fora de campo. Um time que dependeu anos da boa vontade da Parmalat e, quando ela foi embora, demorou a perceber que não havia aprendido absolutamente nada. Prova cabal disso é o nostro centenário.

Faz exatos 100 anos que todos nós sabemos que em 2014 iríamos estar no ano do nostro centenário. E faz ao menos 8 anos que sabemos que, para melhorar, seria ano de Copa do Mundo no Brasil! Um cenário tão espetacular para ser aproveitado pelo marketing de qualquer empresa de fundo de quintal, mas que um dos maiores clubes do mundo simplesmente não soube utilizar.

Cadê o patrocínio máster, por exemplo? Será que NENHUMA empresa do país e do mundo têm o interesse de estar na camisa do Campeão do Século XX no ano em que ele celebra um momento tão importante? Aqui, de fora, me parece que o Palmeiras está pedindo demais e oferecendo de menos.

Marketing, hoje, exige estudo. Preparo. Nenhuma empresa vai investir 20 milhões de reais em algo que parece duvidoso. E sejamos sinceros: oferecer o espaço maior de nostra camisa, hoje, já não vale tanto. Estamos subindo de nostra segunda queda, nostro time é fraco, não vamos brigar por títulos… mas que dá pra arrumar alguém disposto a investir, dá! Basta oferecer um retorno decente.

Como vai ser a festa do centenário: será que esta empresa não gostaria de estar presente em destaque em algo que vai ser veiculado em todo o mundo? E quais as ativações possíveis com a história do Palmeiras: quais ídolos pode-se usar, quantos filmes, promoções, eventos e tantos outros programas não são possíveis?

E pra não ficar só no patrocínio de camisa, cadê o licenciamento da “marca Palmeiras”? Será que a FIAT não gostaria de ter uma linha de carros do centenário, com customização de automóveis só para palmeirenses? Cadê uma grande vinícola italiana produzindo o vinho oficial do nostro centenário? Por quê não aproveitar que a Allianz está patrocinando nostro estádio e fazer planos de seguro especiais para os palestrinos?

Isso sem falar dentro de campo. Não existe NADA mais óbvio do que trazer um grande jogador italiano para celebrar este ano. Onde estão Del Piero, Inzaghi, Cannavaro, Cassano, Materazzi, Gattuso? Imagino quais as marcas que não se acotovelariam para usá-los em comerciais. E por quê não aproveitamos a saída de jogadores clássicos como os do quarteto argentino da Inter Samuel, Cambiasso, Zanneti e Milito? Esses caras vendem camisas, lotam estádios, atraem a mídia.

De novo: as possibilidades são infinitas. Mas é preciso trabalhar duro. É preciso ter peritos em marketing, mas também peritos em bola: no futebol, não dá pra trabalhar puramente com propaganda. Enfim, deixo aqui o meu protesto contra quem, aparentemente, não soube aproveitar uma oportunidade literalmente de ouro.

O que agrava o rombo em nostros cofres e agrava ainda a nostra situação sofrível dentro de campo.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Entrevista preocupante a de Brunoro para o Lance!, Palestrinos.

Não por 90% do bate papo, mas pelos 10% restantes onde o assunto foi Alan Kardec. Firme nas palavras, nostro diretor de futebol deixou bastante clara a postura dele e de Nobre no caso: ou o atacante se enquadra no oferecido, ou vai embora.

O problema é que, graças a demora nas negociações, a concorrência anda forte – e provavelmente ofereceu muito mais do que nós estamos oferecendo. A bola da vez, segundo apurei, é o SPFW, já que a turma da Vila Sônia anda preocupada com as performances de seu atacante idoso.

Vejam bem: o ponto aqui não é a nova política salarial do clube. Quanto a isso, sou totalmente favorável! Tenho certeza que, dentro de pouco tempo, veremos outros gigantes fazendo a mesma coisa para não deixar suas dívidas ainda maiores. Foi-se o tempo da mentalidade flamengo-carioca do “fingir que pago”! Também acho digno a postura contra as organizadas e não vejo problemas em não fechar patrocínio master com qualquer empresa bunda. O problema é que algumas regras têm exceção; e nós estamos perante uma dessas regras.

Hoje, o Palmeiras conta com poucos atletas indispensáveis. A julgar o ano até aqui, estamos falando de Prass, Valdivia e Kardec. Prass está muito bem e vais e aposentar por aqui; Valdivia melhorou a parte física (mas ainda vale uma venda por bom valor); já Kardec é incontestável, não tem como perdê-lo.

ÚNICO artilheiro do time nos últimos dos anos, o camisa 14 é a referência que não podemos perder. Tem apenas 25 anos, se identificou com o clube e é o tipo de jogador que nunca vai dar trabalho. Kardec sabe da importância que tem e merece ser diferente por isso.

Dentro do elenco, hoje, acredito que somente Valdivia e Wesley recebam mais que ele. E, por mais que isso seja culpa da administração anterior, não dá pro cara mais regular da equipe ver outros ganhando mais e ficar indiferente. Nenhum de nós ficaríamos.

Por isso, diretoria, acorde enquanto é tempo. Com o elenco de hoje completo, somos candidatos até ao G4. Mas, sem reforços e sem Alan, a coisa vai complicar muito. Abram uma exceção para o artilheiro.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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“Palmeiras troca Riquelme por Brunoro.”
“Gerente chegou! E os reforços?”
“Palmeiras incha a diretoria…”

Essas são apenas algumas manchetes que a tão celebrada mídia esportiva vem estampando nos últimos dias. Faça uma rápida pesquisa na internet e você encontrará muitas outras ainda. Mas o que me fez escrever um post sobre o assunto não foram as notícias em si, foi a clara falta de conhecimento de veículos que pautam a opinião de milhões de pessoas todos os dias.

Primeiramente, nunca se falou tanto em uma reforma política de clube como está se falando do Palmeiras neste momento. Talvez seja a falta de assunto, talvez seja a monotonia dos estaduais, talvez seja até a nobreza do fato, mas o lance é que todo o cenário vem sendo abordado muito superficialmente.

Paulo Nobre assumiu há uma semana. E, obviamente, não dá para arrumar a casa em tão pouco tempo. Na verdade, no início de um trabalho, só é possível escolher entre dois caminhos: organizar a casa ou sair correndo desesperadamente sem rumo. Nobre, para nostra sorte, escolheu o primeiro. Por isso ele está pedindo algo que, na minha sincera opinião, já devemos à essa nova direção: paciência.

É óbvio que nenhum palmeirense que se preze irá assistir o time tomar uma surra da Penapolense e bater palma. Eu estava no Pacaembu e estou com dor de cabeça até agora. Mas a nostra função, no momento, é essa mesmo: encher as arquibancadas para viver as emoções do jogo intensamente. Não adiante bater, quebrar, queimar e, pior, já começar a semear que “essa nova diretoria é tão profissional que não consegue contratar ninguém”.

A Sociedade Esportiva Palmeiras precisa de uma revolução e revoluções começam com organização. Se quem manda está preparado, quem obedece já entra com a tranquilidade de trabalhar. Por isso chegou Brunoro, por isso chegou Omar Feitosa, por isso chegarão diretores para os setores de Marketing, Jurídico e Financeiro. NÃO É DINHEIRO JOGADO FORA, É INVESTIMENTO.

Ou você acha que clubes como Barcelona e Manchester United vivem de Tirones e Frizzos? Nos últimos anos, cansamos de ver o Palmeiras contratando no desespero (os nomes são tantos que nem dá para dar um só exemplo) e sendo administrado por imbecis (Palaias, Frizzos, Marinos, etc.). É hora de apoiar nas arquibancadas e acreditar em um novo projeto – nem que essa paciência dure 3 meses.

Do contrário, vamos continuar sendo convencidos pela mídia de que nostros vexames dentro de campo são culpa “desses incompetentes” que preferem gastar dinheiro com engravatados do que com jogadores.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Tem estratégia nova de marketing na Academia, Palestrinos.

Com matéria nos principais meios de comunicação e até espaço na camisa, foi lançada ontem a campanha Wesley no Verdão. Que nada mais é que uma tentativa de arrecadar dinheiro para a contratação do meia do Werder Bremen.

Tem gente que achou genial, tem gente que achou uma lástima e tem gente que acha que é só uma tentativa. Eu diria que dentre os três grupos citados, o último é o mais correto – embora eu tenha algumas ressalvas. E a primeira diz respeito justamente a grana.

Como um clube que recebe R$30 milhões por ano de patrocínios de camisa, tem uma receita de TV próxima dos R$70 milhões e que arrecada outros milhões em vendas de produtos licenciados pode pedir dinheiro? Pode parecer intransigente da minha parte, mas é a realidade: se o Palmeiras precisa do dinheiro dos seus torcedores para contratar é porque é mal administrado. Daí eu pergunto: por quê eu daria dinheiro a um clube mal administrado?

O segundo ponto diz respeito ao atleta. Nada contra Wesley, é um bom jogador e ajudaria demais a equipe, mas… quem é ele em relação ao Palmeiras? Uma coisa é você pedir ajuda para contratar um craque internacional ou um jogador identificado com o clube. Outra, totalmente diferente, é pedir ajuda para contratar um jogador mediano.

O terceiro diz respeito ao tal MOP (My Own Player, outro nome para o chamado “crowdfunding”). Sei que utilizam tal sistema em outros lugares, mas, ao menos para mim, as coisas ainda são meio nebulosas aqui no Brasil. Você compra cotas do cara, recebe de volta se a quantia não for alcançada, mas… se ele der certo, como é o retorno? Você investe pensando em vender? Porque, se for isso, não precisa trazer. Quero um jogador que venha e fique por anos no Verdão!

Enfim, a discussão é longa e a tentativa pode até funcionar. Mas, para mim, essa campanha é ingênua demais para dar certo por aqui.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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Que fase, Palestrinos…

Como se já não bastasse nostros evidentes problemas, ainda temos que ouvir algumas declarações estúpidas de pessoas ligadas ao Palmeiras. Ontem, ao comentar o futuro dos estádios de futebol, o manda chuva da Traffic, J. Hawilla, soltou uma frase que me dá náuseas.

“A turma que vai à geral agora, ficará assistindo só na TV. É gente que não consome nada, depreda e mata no metrô. Não interessa mais ao futebol. Dá orgulho ver o público pagar R$300 pelo ingresso. Não defendo a elitização, mas o futebol precisa de dinheiro”.

Percebem o que ele disse? Percebem o que um influente homem do futebol do Palmeiras (e não me venham falar que ele não é “do futebol”, porque ele manda mais que o Cipullo) disse para todos escutarem? E mais do que isso: percebem como isso pode estar perigosamente ligado à nossa futura “Arena”?

Eu não tenho nada contra a Traffic. Até por ser sincero, já escrevi neste espaço que, não fosse por ela, hoje não teríamos metade do time que aí está e que, aí sim, estaríamos lutando pra não cair no Brasileirão. Só que tem coisas que não dá pra aguentar. E essa declaração é uma delas.

Se a mentalidade da nostra diretoria estiver mesmo alinhada com a do parceiro maior que temos no futebol, nem San Genaro irá nos salvar. Desdenhar do torcedor de “geral” é simplesmente desdenhar do cara que mais se esforça pra assistir a uma partida! É absurdo! Inaceitável!

Se o futebol precisa de dinheiro, ele que ache maneiras de fazer mais dinheiro. Tirando pessoas dos estádios e promovendo ingressos caríssimos é que não vão conseguir nada. Acorda, Belluzzo! Senão diga-me com andas e eu te direi quem és.

EM TEMPO
Perfeito o texto do Blog do Galluzzi sobre a lenda da torcida que derruba jogador.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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É para refletir, Palestrinos.

Hoje o Diário Lance! traz uma reportagem que aborda o aspecto econômico do Palmeiras. Focando a renda (que caiu vertiginosamente no início de 2010) e o novo/fracassado programa de sócio-torcedor, o “Avanti”, a matéria questiona onde o clube vai parar deste jeito.

E, convenhamos, é uma pergunta plausível.

Afinal, é fácil entender a queda no número de torcedores no Palestra (o fracasso no Brasileirão-09, a péssima campanha no Paulista, os ingressos insistentemente caros) e o fracasso do Avanti (entenda perfeitamente aqui). Mais difícil é encarar que o buraco é muito mais fundo do que isso.

Desde que a Parmalat saiu, muitas lendas foram contadas – R$30 milhões em caixa, só dívidas deixadas, rombo no orçamento? – e a grande verdade é que só tivemos administrações horríveis. Contratações desastrosas, patrocínios mal negociados, profissionais escusos… aconteceu de tudo.

Quando saiu o sapo gordo, aliás, parecia que estávamos resolvidos. Mas nem um dos maiores economistas do país conseguiu dar jeito e o buraco parece mesmo não ter fundo. O que teria acontecido com o campeão do século XX?!

E a grande verdade é que eu, pelo menos, não sei. Saberia responder dúvidas pontuais, como o fracasso do Avanti e as contratações pífias da última década, mas a grande resposta, aquela de 1 milhão de dólares, eu não tenho. E, cada vez mais, estamos como o rei do conto: nus, mas achando que nostro traje é o mais bonit0 do reino.

Como disse o corneteiro José Serra, “é mais difícil ser presidente do Palmeiras do que presidente do Brasil”.

A politicagem está nos matando, Palestrinos. Eu só espero que consigamos frear isso tudo a tempo.

Siamo Palestra!

ROJAS.

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carteira-de-couro

Eu não sei o pai de vocês, mas o meu é bem metódico. Faz tudo certinho, tem tudo programado, sabe exatamente o que fazer. Mas um dia, quem diria, foi ele quem causou uma confusão.

Era um jogo contra o Ituano pelo Campeonato Paulista (não me lembro o ano), num sábado a tarde, e fomos até o Parque conferir o duelo. Saímos com 2h de antecedência, como sempre, e às 15h já estávamos na arquibancada.

O jogo foi duro e o gol não saía. O Palmeiras tinha o timaço da Parmalat ainda, mas a coisa estava mesmo feia. Até que, já perto do fim, metemos o gol da vitória. Êxtase no Palestra! Pulos, abraços, festa.

Mas na festa, a carteira do meu pai – que ele teima em deixar sempre no bolso da camisa – caiu e ninguém viu. Resultado: descobrimos que eles estava sem nada já fora do estádio.

A alegria da vitória murchou na hora. Corremos de volta pro estádio, conversamos com a administração, contudo nada havia sido encontrado. Dinheiro, documentos, tudo perdido.

Na segunda-feira, no entanto, San Genaro apareceu.

Tocou o telefone no escritório do meu pai e um rapaz disse que estava em posse da carteira. Que achou nos degrais do Palestra e que achou também melhor levá-la consigo.

Santa alma palestrina!

Meu pai foi então até a casa do rapaz – que morava looooonge – e reconquistou a carteira. Ao oferecer uma “recompensa” pela mesma, no entanto, escutou uma frase simples assim:

– Não precisa não, doutor. A gente é tudo palmeirense, né?

Meu pai sorriu, o abraçou, insistiu e acabou por dar a tal recompensa de qualquer maneira. E como ele conseguiu isso? Simples:

– Por favor, aceite, meu amigo. Nem que seja pra comprar uma camisa nova do Verdão.

Negócio fechado.

ROJAS.

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